sábado, 12 de março de 2016

ATUAÇÃO - COMPLEXIDADE - Dialogando...experimentando os primordiais, CAOS e EROS...

ATUAÇÃO - COMPLEXIDADE - Dialogando...experimentando os primordiais, CAOS e EROS...










     A multiplicidade de idéias dançantes, fez acontecer o
"conflito"(cisão,dualidade).
Assim, fui levada a escutar o momento.O que é isso?!... e esse movimento, me levou diretamente à lembrança de Freud e Jung.

 
Um dia, voltando de uma cidade do interior(Bahia), pesquisava sobre histeria. Me deparei com a história do como Jung escreveu o livro - Memórias, Sonhos e Reflexões. Fiquei encantada com o processo. E logo também lembrei de Freud.





Reflexiva, lembrei do como acontecia o trabalho de ambos... conhecimento do trabalho a ser feito, pesquisa teórica e de campo... acolhendo valiosamente, os "insights". Inundei-me de reflexões sobre essas construções e a minha construção. 


Como já não poderia usar a música, que sentia envolver minha alma, por causa do tamanho (tempo), com essas reflexões, fui garimpando no íntimo e no campo, o que era para o momento... e iniciei pela música. Pensei, qual música arrebataria tão de súbito. 





Fui revendo fotos, ouvindo músicas... até que, fui levada à proposta anterior, ENCONTRO COM A VERDADE E A TRANSMUTAÇÃO. E retomei a proposta de Dança-teatro com ação reflexivo-terapêutica. 





Senti o convite mais uma vez, do BOLERO DE RAVEL. Sua marcação intensa e crescente. Sua história(A origem do Bole- ro provém de um pedido da dançarina Ida Rubinstein, que encomendou a Ravel a criação de um balé a caráter espanhol. Ravel pensou poder arranjar alguns extratos de Iberia, um conjunto de peças para piano de Isaac Albéniz, mas ele não pôde obter os direitos de fazer como desejava, pois Albéniz havia dado os direitos de arranjo a seu pupilo Ferdinand Enrique Arbos.
Em vez disso, Ravel compôs uma nova obra.
A estreia deu-se em Paris, na Ópera Garnier, em 22 de Novembro de 1928 sob direcção de Walther Straram, com coreografia deBronislava Nijinska e cenários de Alexandre Benois. Uma das dançarinas foi Ida Rubinstein, e a peça causou escândalo devido à sensualidade da coreografia.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bolero_(Ravel)





... mas algo era um impedimento básico, O TAMANHO. O bolero em sua construção "mais" original, conta de 17 a 18 minutos... e,



 embora eu já tivesse encontrado, em época uma de outra dança, versão com cinco minutos, eu só tinha 4 minutos para usar. Encontrei finalmente, uma versão possível. 










Veio de um video, onde a música é tocada por quatro músicos e apenas um violoncelo. Me cativou e inspirou criativamente... 






No video, os músicos entram e o som dos sabatos aparece. Pensei - dançarei calçada. Daí, já pensei no figurino e no todo necessário à construção. 
















Diante dos vários caminhos até a conclusão, pensei em nomear de EROS E PSIQUĖ. Porém, diante de tantas possibilidades ao longo do processo, entre criar, hesitar e sustentar a proposta, compreendi que tinha a ver com Caos e Eros-ser primordial. Não, o de afrodite






("O poeta romano Ovídio foi o primeiro a atribuir a noção de desordem e confusão à divindade Caos.
Todavia, Caos seria para os gregos o contrário de Eros.




Tanto Caos como Eros são forças geradoras do universo. Caos parece ser uma força mais primitiva, enquanto Eros uma força mais aprimorada. Caos significa algo como "corte", "rachadura", "cisão" ou ainda  "separação", já Eros é o princípio que produz a vida por meio da união dos elementos (masculino e feminino).) 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Caos_(mitologia)






e que tudo isso se traduzia em, COMPLEXIDADE, dialogan- do... experimentando os primordiais, CAOS e EROS.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

CONDUÇÃO/ATUAÇÃO - A mística da vida. A mística de ser mulher... Condução e Atuação - 19/12/2015





No sábado 19/12/2016, luzes tomaram A Tenda em sua extensão física e não física...

MULHERES BRILHARAM E FIZERAM BRILHAR!

A mística da vida. A mística de ser mulher...




...tudo tem início a partir de uma ideia que nasce das almas inquietas...curiosas, de mulheres em busca de EMPODERAMENTO de pontos muito singulares no caminho de cada uma.
Nossa! Como foi bom, acompanhar todo o processo...COMO GOSTO, DE FAZER TUDO ISSO!...



Então... iniciamos os diálogos sobre o tema...










e cada uma foi colocando  sua compreensão.


Nem sempre foram risos...




Olhar, acolher e cuidar das necessidades da alma, pede zelo
























e principalmente, CORAGEM (agir com o coração, com VERDADE)












E lá fomos nós, para a prática.




E no intervalo da supervisão individual, a parceria toma conta.




Enquanto a companheira apresentava sua construção, para supervisão, duas ajudavam a construir sua roupa. Traduzindo  espontaneamente, a essência dA Tenda... 



Após um longo e delicioso esforço, do último ensaio e supervisão; nada como marcar esse deleite...




     
CHEGOU O  DIA!
A Produção na área...
Renata Cruz
Já posso fotografar?




Chegada!




Ninho!




Recebendo!



É hora de arrumar... e porque não trazer o lúdico?...





Um realce...




 Arruma daqui...



 Arruma dali...



 Quase prontas!



 Alguém me ajuda?



 Pede ajuda a produção. A produção resolve tudo! Renataaaaaaaa



Quase lá! 






PRONTAS! 

Felizes com o coroamento de uma jornada...
Em contato com o que há de mais essencial, trabalhamos o tema, num diálogo entre o desejo e a possibilidade. Um verdadeiro desfile e expansão do feminino; imantados de amor, alegrias, superações, descobertas. Ah!...um momento de introspecção, transito  e êxtase. Tudo convergindo para a integração.




No campo de desenvolvimento, trabalhamos o tema inicialmente  com a palavra; trazendo à consciência, a importância de honrar a própria história. Além de reconhecer, acolher e cuidar do que emerge ou resiste na atualidade e que pede por uma ação transformadora.








E onde existem mulheres reunidas, com atenção para o feminino, também existem crianças... convivendo, aprendendo, interagindo.



E na proposta transformadora da integração, a apresentação do vídeo que trata da identificação do ser pelo seu produto. O que o diz.





A CANÇÃO DOS HOMENS




Cada uma em sua ação específica, necessária a sua jornada, reconhece a si e ao mundo, colaborando com sua parcela essencial... 










Ainda sobre a parcela, a poesia na palavra percorreram mente, coração e mão...





...a música, a dança e um tanto mais,  fizeram emergir através do corpo, SERES QUE PERMANECIAM NA IDEIA...








A caminho do melhor que sou, encontrei um tango.
Dancei com ele.
A mulher que há em mim fez-se dentes, olhos, unhas.
Sorrimos.
Estamos no encontro.

Lilian Almeida

































A dança é um desafio
e a conquista
 começou no momento que decidi
 me permitir, me ousar, me arriscar e mostrar
para mim mesma
o quanto sou capaz.

Thelma Silva


















Aceito ser cuidada
porque sinto que sou amada.

Rita Rocha
















Um dia...
Ao me olhar no espelho
enxerguei uma mulher
a partir dessa observação 
percebi que cuidar-me, nutrir-me
seria algo emergencial...

Marilize Oliveira






















Dançar é minha comunhão com o todo.
É quando converso comigo intimamente
despertando a liberdade, a força e a fluidez que em mim habitam.

Carol Rezende






















No balanço das ondas de fluxos da vida
sigo embalando o meu e outros sonhos e desejos.
aprendendo e estimulando aprender, fazer acontecer...
...o feminino. Sua singeleza e amplidão.
Sua ferocidade. Violência. Agressividade. Ação!...
a busca e o exercício do equilíbrio. 
Parafraseando Bethânia.
Somos como haste fina,
qualquer brisa verga.
Nenhuma  "espada" corta...
"Eu não ando só." 
Não andamos sós!

Tarita Mistral










































Quantos hectares de terra? Não sei...
antes, agora, depois? Também não sei...

A terra trabalhada. Flores a vista. O jardim em ação.
As crisálidas? Partem em borboletas de transmutação...  





E assim, segue A TENDA...
Sejam TODAS, bem vindas!